Arquivo de janeiro, 2014

Cuidado, drones trabalhando

Publicado: janeiro 29, 2014 em Bad news and good news
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Em artigo anterior focalizei a importância de elevar o nível de automação e mecanização na maior parte da produção brasileira como resposta à crescente falta de mão de obra e à baixa produtividade do trabalho.
 
Para melhor entender o papel das novas tecnologias no mundo do trabalho, tenho lido vários ensaios sobre engenharia, robótica e mecatrônica – uma leitura difícil, pois não sou engenheiro. Mas, a cada texto que leio, fico mais e mais fascinado pela revolução que está por acontecer ou que já aconteceu no mundo do trabalho.
 
No artigo anterior, ofereci exemplos de avanços tecnológicos no setor da construção civil. Neste, concentro a minha atenção no setor de serviços. A mecanização e a automação nos serviços penetram em vários campos, desde as lojas e supermercados até os escritórios e residências.
 
O uso da inteligência artificial já domina muitas operações do cotidiano nos países avançados. Não é apenas no e-commerce que ela se expande. Aumentam aceleradamente as vendas sem vendedores nas próprias lojas e supermercados onde o consumidor escolhe e paga o que compra sem contato humano.
 
No campo administrativo e residencial, aumenta a cada dia o número de escritórios e residências inteligentes onde se controlam automaticamente a segurança e todos os equipamentos dos aposentos, como é o caso da iluminação, do ar-condicionado, dos computadores e tantos outros.
 
Para mencionar exemplos mais mundanos, as cafeteiras já estão programadas para fazer o café na hora em que se pretende tomar; os chuveiros estão preparados para aquecer a água na temperatura que o usuário deseja, desligando no tempo marcado. Os robôs se encarregam dos serviços domésticos e também do atendimento a idosos e doentes. A lista vai longe.
 
No espaço que resta, quero relatar a revolução marcada para ocorrer nos serviços de logística. Várias empresas estão se aprontando para fazer entregas de longas distâncias em apenas alguns minutos e sem o uso de entregadores, e, sim, dos drones.
 
No momento, os drones são robôs não tripulados usados em operações militares. A Amazon.com, porém, se prepara para, em 2015, fazer entregas de livros, CDs, roupas e outros produtos em apenas 60 minutos e sem portadores. Várias empresas farão o mesmo.
 
Nos EUA já se discutem as regras de tráfego a serem respeitadas por esses robôs. Sim, porque, quando menos se espera, pode aterrissar numa calçada, bem à nossa frente, um desses aparelhos para entregar produtos comprados há poucas horas, dispensando inteiramente os serviços dos correios ou de outros entregadores.
 
E já começa também a discussão sobre a ameaça dos drones aos empregos dos americanos, assunto que tratarei oportunamente. Mas, sem perder tempo, a engenharia avança. Tudo acontece em alta velocidade. Vejam que estamos falando de 2015, que está na esquina.
 
A promessa nada tem que ver com ficção científica. Os drones estão praticamente prontos e passam agora por fases de ajustes. Para ver uma boa foto de um drone, sugiro uma visita ao site http://theweek.com/article/index/253592/why-the-us-economy-should-be-scared-of-the-amazon-drone.
 
O leitor deve estar imaginando a revolução que teremos no mundo do trabalho com a entrada de uma tecnologia que poupa tanta mão de obra. Não é a primeira vez que isso acontece.
 
A chegada da máquina a vapor, do motor elétrico, do computador, da internet, dos caixas eletrônicos e vários outros avanços vieram da mesma forma e, no entanto, o emprego continuou vigoroso. É bem provável que isso ocorra também com a chegada dos drones.
 
A produtividade do trabalho aumentará exponencialmente; a capacidade de investir crescerá ainda mais; novos investimentos abrirão novas oportunidades de trabalho. Mas que trabalho? É difícil de antecipar os detalhes, mas uma coisa é certa: educação, versatilidade e criatividade serão essenciais.
 
(*) é professor de Relações do Trabalho da Fecomércio – SP e membro da Academia Paulista de Letras.

O Estado de São Paulo, por José Pastore (*), 28.01.2014

As inscrições para pós Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho 2014 estão abertas, as aulas começam em 03/02. As inscrições são realizadas pelo site: http://blogs.una.br/pos/curso/pos-graduacao-em-engenharia-de-seguranca-do-trabalho/

                                                   
Data: 09/01/2014  /  Fonte: JusBrasil

Continua repercutindo muito entre nós a quantidade de acidentes e ou doenças no trabalho que surgem a cada dia, a cada momento, em que pessoas perdem a vida, são mutiladas, sofrem restrições funcionais ou perdem algum dos sentidos.
As conseqüências nefastas dos acidentes todos conhecem: a dor, o sofrimento, as despesas do Estado, da empresa ou das famílias, os traumas e o profundo sentimento de perda ou de incapacidade para gerir o infortúnio.
É passada a hora de mudança de enfoque. Todos devem se concentrar na busca de ações preventivas, inclusive a própria Justiça do Trabalho, que deve ampliar sua atuação para além das ações reparatórias, agir também em tutelas inibitórias, além do que já faz no dia a dia, julgando ações de acidente ou doença no trabalho.
A Justiça reparatória tem a sua importância histórica na solução do caso em concreto, em que o trabalhador, ou seus sucessores, quando entendem que a empresa praticou atos ilícitos, buscam a reparação na Justiça do Trabalho, quer em danos morais, materiais, estéticos, ou outras pretensões acessórias, mas não menos importantes, como reintegração ao emprego ou manutenção do plano de saúde.
Não é demais repetir que a atuação de todos na prevenção é essencial. É o empregador exigindo dos empregados que cumpram as normas de segurança e possibilitando a eles equipamento seguro e meio ambiente laboral equilibrado. São os empregados efetivamente cumprindo as normas de segurança no trabalho. O papel dos sindicatos é fundamental nesse trabalho, incluindo na pauta de negociação coletiva a prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais.
É de se destacar que papel relevante cabe a Justiça do Trabalho em ações que permitam a concessão de tutelas inibitórias. Não basta ao magistrado trabalhista reparar a doença ou acidente. É necessária sua atuação para coibir que ocorram acidentes ou que surjam as doenças laborais. O Juiz do Trabalho deve ser provocado pelos Sindicatos, pelo Ministério Público do Trabalho ou qualquer pessoa que tenha legitimidade, através de tutela cautelar, antecipatória ou inibitória, a determinar a paralisação de serviços e obras que tragam risco à saúde das pessoas.
Exemplo importante para melhor compreensão do tema é a interdição de estabelecimento empresarial, setor de serviço da empresa, máquina ou equipamento ou mesmo embargo de obras, que pode e deve ser feita pela Justiça, quando representar perigo iminente a saúde e a integridade física dos trabalhadores.
Por fim, o importante é termos a convicção que a prevenção é o melhor caminho para se atingir o mandamento constitucional que assegura a todos os trabalhadores um meio ambiente laboral sadio e seguro. Assim, todos poderão ir trabalhar e retornar aos seus lares sadios e com a integridade física intacta. Todos ganham com a prevenção.
Deve prevalecer a ideia da dignidade da pessoa humana através dos valores sociais do trabalho, que estabelece a saúde como direito fundamental do trabalhador.
Artigo de Luiz Antonio Colussi, Juiz do Trabalho da 4ª Região.

OBS: As opiniões expressas nos artigos publicados neste espaço pertencem exclusivamente aos autores dos textos, não representando o posicionamento do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região em relação ao conteúdo abordado.

Alterações nas NRs

Publicado: janeiro 23, 2014 em Segurança do Trabalho
Confira as alterações publicadas pelo MTE em normas de SST                                                   
Data: 11/12/2013  /  Fonte: Redação Revista Proteção
Brasília/DF- O Ministério do Trabalho e Emprego publicou no dia 11 de dezembro de 2013, no Diário Oficial da União (DOU), alterações em algumas Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho. Confira aqui cada uma das alterações e acesse as portarias na íntegra:
 
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
Foi publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) – seção 1, página 149 – a Portaria nº  1.892, de 9 de dezembro de 2013, que acrescenta o subitem 4.1 e altera o item 9 no Anexo II do Quadro II da Norma Regulamentadora nº 07.
 
Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos
Publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) – seção 1, página 149 – a Portaria nº  1.893, de 9 de dezembro de 2013, que altera os itens 12.41, 12.76, 12.76.1, Anexo III, Anexo XI, da Norma Regulamentadora nº 12.
 
Segurança e saúde ocupacional na mineração
Em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU)  saiu na seção 1, página 151,  a Portaria nº  1.894, de 9 de dezembro de 2013, que altera os itens  22.7.6.1, 22.7.8, 22.10.2, 22.12.4.1, 22.36.13 e Anexo III da Norma Regulamentadora nº 22.
 
Segurança e saúde no trabalho portuário
Foi publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) – seção 1, página 151 – a Portaria nº  1.895, de 9 de dezembro de 2013, alterando os itens 29.1.4.1, 29.2.2.3, 29.2.2.15, 29.2.2.18, 29.2.2.23, 29.2.2.29, 29.3.5.18.1, 29.3.5.18.2, 29.3.5.25, 29.3.8.4, 29.5.2., 29.6.3.1.1, 29.6.4.6, 29.6.4.8, Anexo V, Anexo VI, Anexo VIII, Anexo IX da Norma Regulamentadora nº 29. Também, os seguintes itens foram revogados: 29.2.2.13, 29.2.2.14 e 29.6.5.11.1.
 
Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura
Em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) – seção 1, página 153 – foi publicada a Portaria nº  1.896, de 9 de dezembro de 2013, alterando os itens  31.12.13, 31.12.20.1, 31.12.47.3, 31.12.47.3.1, 31.12.54, 31.12.68.1, e Anexo III da Norma Regulamentadora nº 31.
 
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval
Publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) – seção 1, página 154 – a Portaria nº  1.897, de 9 de dezembro de 2013, alterando os itens 34.4.2, 34.5.2.1, 34.11.13.2, 34.11.15, 34.14.2, 34.14.2.1, 34.14.2.2, 34.14.2.3 e acrescentar os itens 4 e 5 no Anexo I  da Norma Regulamentadora nº 34.
 
Assinadas por Manoel Dias, ministro de Estado do Trabalho e Emprego, as Portarias entram em vigor na data de sua publicação.