Plataformas elevatórias: operação segura

Publicado: junho 4, 2017 em Segurança do Trabalho

Solaris
Data: 01/06/2017 / Fonte: Redação Revista Proteção/Martina Wartchow

A forma de se trabalhar em altura vem mudando para melhor no Brasil por causa da crescente, embora ainda tímida, utilização das Plataformas de Trabalho Aéreo. Com variados modelos e tecnologias disponíveis no mercado, elas se destinam às mais diferentes atividades nos mais variados setores e locais, seja para deslocamentos verticais ou horizontais. Além de proporcionarem maior segurança e conforto aos usuários, permitem maior flexibilidade e agilidade na execução de tarefas que, antes, dependiam, por exemplo, da montagem de andaimes ou do uso de escadas, cordas (rapel), balancins, plataformas e elevadores. A economia financeira e a maior produtividade também vêm sendo apontadas como vantagens.

Se, por um lado, as PTAs já vêm sendo vistas como o meio mais seguro e ágil para se trabalhar em altura, por outro, elas trazem novos riscos de acidentes de trabalho, muitas vezes fatais, quando não operadas e mantidas adequadamente. Embora não existam dados oficiais no país sobre o assunto, entre as ocorrências mais comuns relatadas, estão tombamento da máquina, quedas e esmagamentos de pessoas, colisões com barreiras, eletrocussões por proximidade com fontes de energia e atropelamentos. As causas, quase sempre, são falhas humanas. Por isso, mais do que aprender sobre controles mecânicos, seus operadores e demais trabalhadores envolvidos precisam ser devidamente capacitados para a prevenção.

Executar tarefas em lugares altos tornou-se mais seguro e produtivo com as Plataformas de Trabalho Aéreo. Na maioria das situações, elas são adequadas para substituir meios de acesso a locais elevados frequentemente improvisados, como andaimes, escadas, cordas e balancins. Podem ser utilizadas na simples troca de lâmpadas ou numa contagem de estoques e até na montagem e manutenção de uma torre eólica. Largamente difundidas em países desenvolvidos há mais de 40 anos, sua presença vem aumentando no Brasil. Embora já sejam consideradas o meio que oferece maior proteção, flexibilidade e agilidade para trabalhos em altura, acidentes graves envolvendo esses equipamentos ainda acontecem com frequência. Normalmente, as ocorrências estão relacionadas a equívocos ou inexistência de avaliação de riscos. Por isso, prevencionistas ressaltam que a capacitação dos operadores e demais trabalhadores envolvidos nas atividades é fundamental.

Na definição da NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), a PTA é um equipamento móvel, autopropelido ou não, dotado de estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura, capaz de se erguer para atingir ponto ou local de trabalho elevado. No final da década de 1970 e início da década de 1980, as plataformas já eram uma realidade nos mercados mais desenvolvidos, onde, hoje, são o principal meio de acesso em todos os tipos de trabalhos em altura, seja no comércio, indústria ou serviços. Conforme o gerente da IPAF (Federação Internacional de Plataformas Aéreas) para a América Latina, Antonio Barbosa, o Reino Unido tem a melhor utilização desse tipo de equipamento na atualidade, seguido de Alemanha, Itália, Holanda e outros países da Europa, além de Estados Unidos e Canadá. “Vemos, contudo, um crescimento significativo em países da Ásia e da América Latina nos últimos 10 anos”, observa.

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