Arquivo de novembro, 2019

A filosofia kaizen

Publicado: novembro 6, 2019 em Segurança do Trabalho

A empresa precisa estar um passo à frente da concorrência e nunca deve sinalizar isso, devendo melhorar continuamente o padrão de todos os processos atuais.

kaizen1Da Redação – 

Existem sete tipos de resíduos nas instruções do Sistema Toyota de Produção (TPS), os quatro primeiros são: resíduos por superprodução, resíduos por estagnação, resíduos de estoque desnecessário e resíduos através de transporte desnecessário.

Tudo isso foi causado por um longo tempo de produção e altos níveis de estoque. Esses dois problemas estão diretamente relacionados e, se o lead time for excelente, também haverá muito estoque. Pode-se entender melhor na ilustração abaixo (iceberg).

Não é exagero dizer que quase todos os custos de uma empresa estão ocultos por trás do problema de ambos. Por outro lado, pode-se dizer que a redução de ambos é o melhor método de redução de custos fixos e custos variáveis. A capacidade de uma empresa será refletida em seu lead time e no volume de seu estoque.

kaizen2

Uma empresa tem responsabilidade por dois grupos. Um é o funcionário que executa a administração da empresa e o outro é o acionista que oferece os fundos para ela. Obviamente, se os funcionários não se sentirem felizes com a empresa e não tiverem orgulho de seu local de trabalho, a empresa não poderá gerar os resultados que satisfarão o acionista a longo prazo. Portanto, a maior responsabilidade da alta gerência é a responsabilidade social, ou seja, realizar o máximo esforço para a continuação de uma fábrica a longo prazo.

Se a sociedade está se movendo, enfocando o princípio da economia livre, não pode haver segurança que prometa a existência de uma fábrica a longo prazo em qualquer lugar. Suponhamos que o produto da fábrica seja aceito no mercado e que sua fabricação seja superior à do concorrente. Ou seja, é mais habilidoso que a concorrência e pode produzir a um preço mais baixo.

A fábrica pode produzir a um preço mais baixo que seus concorrentes porque o processo de qualidade é alto, de modo que o custo da qualidade é baixo; o prazo de entrega do processo é curto, de modo que o custo do trabalho em processo é baixo; o processo é flexível para que o custo do estoque final seja baixo; a produtividade é alta, de modo que o custo pessoal é baixo; a padronização do projeto é alta para que o custo do material seja baixo; o nível da técnica de produção é alto, de modo que o custo de produção é baixo; o nível de atividades do kaizen de toda a empresa é alto e a eliminação do muda nos processos continua para que o custo seja baixo.

Assim, por essas razões mencionadas, a fábrica está excedendo os concorrentes e possui custos de gerenciamento mais baixos. Estar um passo à frente da concorrência e nunca sinalizar isso é bom e deve-se melhorar continuamente o padrão de todos os processos atuais.

Como seus concorrentes também realizam naturalmente as atividades do kaizen, a sua atividade deve ser superior a eles no conteúdo e a execução deve ser mais rápida em velocidade e também mais frequente. Ou seja, o trabalho do gerente é sempre 100% kaizen.

O gerenciamento lean sincroniza todas as atividades do kaizen atualmente executadas em cada seção e em todo o grupo da empresa, garantindo que todas as atividades estejam na mesma direção, que a atividade em si seja sem futilidade e que se investigue o corte de custos de uma empresa completamente.

kaizen3

Todas as empresas devem ter uma visão de longo prazo. Por exemplo, cumprir a responsabilidade social através da existência a longo prazo de uma fábrica, contribuir para o desenvolvimento de uma área local, contribuir para a preservação ambiental, e retornar os lucros para um acionista a longo prazo.

A visão de longo prazo da empresa deve ser avaliada e quantificada como um objetivo de negócios. Porque os funcionários devem ser capazes de verificar consistentemente seu histórico, o histórico de sua seção, a visão de sua empresa, os objetivos de negócios e os resultados do gerenciamento. Cada funcionário precisa ser capaz de descobrir sua identidade em uma empresa e perceber a sua identidade.

Em uma sociedade de economia livre, para que a empresa sobreviva, eles precisam vencer a concorrência. Desenvolver a concorrência de um produto, a concorrência pela melhoria da qualidade, a melhoria no serviço, a redução do lead time ou do estoque, a melhoria da produtividade e a concorrência de custos à qual a continuação da empresa foi finalmente aplicada. Como em cada empresa as atividades de melhoria em toda a empresa são sempre repetidas em prol da sobrevivência, os KPI, como a produtividade de uma empresa, não podem ser os mesmos do ano passado e, naturalmente, os valores serão redefinidos a cada ano.

O resultado de uma empresa depende do padrão de processo de uma fábrica. Ou seja, o nível do método e do sistema é um problema. Existem muitas técnicas em um sistema de produção, por exemplo, sistema de produção por tempo de contato, sistema de produção de fluxo de peça única, sistema de tração, sistema de nivelamento de processos, sistema kanban, sistema de gerenciamento de qualidade, sistema de gerenciamento de fornecedores, etc. Mesmo se houver melhoria nos resultados da empresa for realizado, você deve sempre melhorar os padrões dos métodos e sistemas dos processos atuais.

Embora o kaizen de uma fábrica seja um termo geral que agora é entendido globalmente, existem várias ferramentas como 5 S, padronização, sistema de assistência médica, TPM e TQM, six sigma, IE e VA e VE. Existem várias técnicas para a gestão da qualidade, etc. Em conclusão, a melhoria do resultado da empresa = a melhoria do padrão real do processo = a melhoria da técnica usada, sendo que esses três itens não podem ser separados.

Fonte: Consultant’s Journal

Tradução: Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Síndrome só foi incluída neste ano pela OMS na classificação internacional de doenças, como um fenômeno ocupacional.

Sensação de esgotamento, dificuldade de concentração, falhas de memória e distúrbios de humor podem ser sintomas de burnout. A síndrome só foi incluída neste ano pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na classificação internacional de doenças, como um fenômeno ocupacional. Apesar disso, já era motivo para indenizações pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Em 2017, a 5ª Turma da Corte manteve condenação de R$ 100 mil a um banco. Os ministros consideraram que foi demonstrada a culpa da empresa no desenvolvimento da síndrome de burnout por um empregado. Ao manterem o valor, consideraram a “extensão expressiva” do dano e a elevada capacidade financeira da empresa, e o caráter pedagógico da sanção.

No processo, o banco alegou que o valor era desproporcional ao dano sofrido. Já o funcionário disse que começou a sentir os sintomas após uma transferência para gerenciar agência com baixa produtividade, ao acumular função em duas agências para o banco reduzir seus custos e submetido a cobranças exacerbadas.

Já em 2018, a Subseção II Especializada em Dissídios Individuais do TST determinou a reintegração de empregada de uma varejista portadora da síndrome de burnout, com tratamento em curso. No recurso, os ministros consideraram que a empregada estava com a capacidade de trabalhar comprometida na época da dispensa e que havia relação entre a doença e a prestação de serviços.

No processo, a empresa alegou que a empregada realizava trabalho externo sem controle de horário, por menos de dois anos, o que não seria suficiente para provar a doença ocupacional. Além disso, que “doenças psicológicas têm forte componente genético” e “não há notícia na empresa de adoecimento de qualquer colega em condições similares”. O tribunal considerou o diagnóstico de psicólogos que apontavam a doença.

“O TST entende a doença como equiparada a acidente de trabalho, embora não exista uma súmula ou orientação jurisprudencial específica”, afirma Ricardo Calcini, professor de direito do trabalho da FMU. Os pedidos costumam ser de dano moral e, se realmente houver incapacitação para o trabalho, de dano material em sistema de pensionamento se há afastamento.

O burnout se origina no desequilíbrio das demandas do trabalho, diz Rosylane Mercês Rocha, presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). “É uma sobrecarga. E tem fatores externos gerados pela constituição do trabalho.”

Além do burnout, depressão, transtornos de ansiedade e fóbicos, Rosylane cita o abuso de álcool e outras drogas motivado por problemas emocionais.

Além da dificuldade de acesso a especialistas e medicamentos, ainda existe vergonha em assumir o quadro, diz Rosylane. “Com a crise e o medo do desemprego, muitas vezes as pessoas vão trabalhar adoecidas. Existem demandas por metas e produtividade que superam as possibilidades do ser humano.”

Fonte: Valor Econômico, por Beatriz Olivon, 28.10.2019

O juiz condenou a empresa a pagar R$ 4 mil de danos morais e R$ 947 de danos materiais, além de honorários periciais e advocatícios.

Com base no princípio do poluidor pagador e em decisão do Supremo Tribunal Federal, o juiz Ramon Magalhães Silva, da 17ª Vara do Trabalho de Manaus, reconheceu a responsabilidade objetiva de uma empresa pela doença de um trabalhador.

Segundo o juiz, como a matéria envolve a tutela ao meio ambiente do trabalho, a responsabilidade da empresa reclamada deve ser analisada de forma objetiva, em razão da obrigação de manter o meio ambiente de trabalho equilibrado e assegurar o desenvolvimento sustentável, com fundamento no princípio do poluidor-pagador — que traz a concepção de que, quem polui, deve responder pelo prejuízo que causa ao meio ambiente.

O juiz considerou também decisão do Supremo que, em setembro, definiu que a responsabilidade do empregador não será analisada única e exclusivamente de forma subjetiva e declarou constitucional a imputação da responsabilidade civil objetiva por danos a trabalhadores decorrentes de relações de trabalho.

O juiz considerou também decisão do Supremo que, em setembro, definiu que a responsabilidade do empregador não será analisada única e exclusivamente de forma subjetiva e declarou constitucional a imputação da responsabilidade civil objetiva por danos a trabalhadores decorrentes de relações de trabalho.

Após a perícia, que constatou a existência de nexo entre o emprego e parte das doenças desenvolvidas pelo trabalhador, o juiz condenou a empresa a pagar R$ 4 mil de danos morais e R$ 947 de danos materiais, além de honorários periciais e advocatícios.

(0000614-59.2019.5.11.0017)

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 10ª Região Distrito Federal e Tocantins, 30.10.2019